Passo agora por uma mistura se sentimentos...
Meus pensamentos parecem uma sopa de legumes...
Faz muito tempo que não consigo escrever nada, e isso começa a me inquietar muito.
A ultima poesia que escrevi.... a um bom tempo atrás...
Réquiem das Lágrimas
O relógio estala doze vezes
Sinto a ansiedade do branco papel
Duas, três lágrimas...
A caneta hesita
Borra a tinta
Por horas me apoio
Rabiscando...
O Ar...
O braço reclama,
Mas carrega o fardo
O coração bate dez vezes
A chama da vela a queimar
Três, quatro lágrimas
De Frio chora a alma
O peito de dor
Querendo amar...
A lua me deixa
O sol me ofusca
O relógio estala seis vezes
Seis, sete lágrimas
A tinta escorre
A caneta ao chão
E parece vencer
O relógio estala a ultima vez
Uma lagrima.....
Renascido estou...
Ola todos... não... não fora uma despedida de poeta, e tão pouco um fracasso...Não... não fora um gaguejo agonizante, e tão pouco um fim trágico...Fico sinceramente grato a todos, mas o fato de existir (talvez em mim mesmo) um poeta de barro não parece me aborrecer (oras... algo errado em lama enrijecida e vazia por dentro?).
Não eu não estive próximo à qualquer cousa que se possa parecer com abismo, morte, decadência, ruínas... nada disso...Além do mais, isso esteve longe de ser um momento ruim. (realmente...)
Estou tão bem agora que eu poderia me empenhar a quebrar diamantes com as mãos, sem me queixar de nada... Deveras... estou muito bem...
“...Talvez, não poeta...” ???... Existe algo bem além disso...
Não me soa tão simples quanto qualquer frase douda que se dizem em lugares mais insanos ainda... Sim... de fato é estranho... no entanto não vejo muitas diferenças...
“Cala-te e chora” ???... Isso sim se parece com o que realmente é, só que em sentidos totalmente contrapostos aos que qualquer um possa imaginar ao primeiro contato. É como tocar numa poça d água e os seus dedos não afundarem... Mais estranho ainda? Talvez por agora... ao raiar do sol não vai parecer mais!
“Poeta de vidro” ???... Uma vez que eu já tenha explicado o de barro... não creio que seja realmente necessário falar sobre o de vidro... Oras! Faça como todos nós humanos... siga o modelo....
Agora com muitas dúvidas sanadas acho que dei a entender meus propósitos singelos... *ri-se* Não... nada de ironias...
Acredite... Renascido estou, tanto quanto a fênix que brota das cinzas, porém no meu caso, apenas não havia cinzas... Então, porque renasci?
Até mais ver...
Que os ventos soprem ao seu lado!
Talvez, Não Poeta
I
Inveja cruel
Que agora impera
Faz dona de mim
Mas não das palavras
Palavras não tuas
Resmungos, rabiscos
Escritas em retas
Leitura espiral
Tão falso teu pranto
Moldando o ódio
Se faz compaixão
Vá para a treva
Tolo dos Tolos
Que chora o fracasso
Rastejando aos mancos
Tão pouco, és lástima
...Talvez, não poeta...
II Fúria tão fraca Fanfarrice do vento Pobre teu choro Servo do tempo Urrando ao passado Afugentando o destino Clamando palavras: Nunca será poeta! Cala-te e chora Poeta de vidro No dia dos pobres Tornou-se escória Miserável do ego Abjurador das palavras Cala-te e chora Covarde do medo Implore a chuva Que não te afogue Na própria desgraça
III
Medo sádico
Que agora ordena:
És isso ou aquilo
E a tudo tema
Aborrece a coragem
Sustentável do medo
Outrora a gloria
Agora? Infâmia
Vá para a treva
Cala-te e chora
Tolo dos tolos
Covarde do medo
Poeta de Barro
Tão pouco de vidro
Reio, do lamento
Nas ruínas o trono!
Oscilações de meu tempo
Talvez...
Porém, Não Poeta!
Ária
Dançando em meio o tempo
Movimentos tanto forjados
Por ordens tão alheias
Sopram as brumas do passado...
Obedecendo a ordem sádica
Dos inumanos atrozes
Que se dizem humanos
Sopram as brumas do passado...
Sigo correndo sem rumo
Executando os passos
Que nunca foram meus
Envolvem as nevoas...
Sigo implorando as eras
Rastejando aos pedaços
Nômade em meu oscilar
Envolvem as nevoas...
Cobiçando o futuro
Iludido a sorrir...
E triste a chorar...
Não há o que fazer
Além de dançar
Todo o sempre
Dançar...
Sopram as brumas do passado...
Envolvem as nevoas...
Encanto
Na mais bela das florestas
Deito-me só próximo à chama
Fogueira tímida que está a queimar
Brilho forte da lua
Que me faz levantar
Não sei se em sonho
Ou se estou mesmo a despertar
Então vejo você
E as chamas intensas queimar
Então surge o som,
Das flautas, que nos fazem dançar
O vinho dos céus a cair
Que não param de alimentar
A dança perfeita do fogo
As chamas então se calam...
A chuva vermelha não mais...
A flauta já nada diz...
Da grama olhamos a lua!
E perto do fogo,
Me vejo acordar...
Amanhecer
Em meio às flores
Em meio à chuva
Caminho só há muito tempo
As gotas de água
Que agora no chão
Refletem teu rosto
O doce cheiro das flores
Que agora percorre o ar
Lembram teu encanto
Em meio às lagrimas
Em meio à dor
Vejo-me só há muito tempo
As lagrimas de meu rosto
Tornaram-se vidro
E não mais estão a cair
A dor de meu peito
Fez-se esperança
E não mais me aborrece
Vai-te daqui,
E não toque minha alma
Deixa-me só,
E não fique em lembranças
Vai-te daqui
Deixa-me só
Como sempre foi...
Lua
Vulto negro do céu escarlate
Sombra da luz tão singela
Triste alegre que encanta a alma
Brilho tão nobre
Que toca em meu peito
Faz de mim teu amor
Oh Lua titã
Grandeza infinita
Guia meus passos
Refugio dos olhos
Abrigo da alma
Vazio dos ventos
Guia meus passos
Melodia dos poetas
Tal Fantasia tão inventiva
Desejo estranho
Faz de mim teu amor
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